segunda-feira, 30 de agosto de 2010

Educação e Sensibilidade

Por Isadora Rupp

       Bloemfontein é uma cidade da África do Sul que fica na metade do caminho entre Cape Town, capital legislativa, e Joanesburgo, a maior cidade do país. Seu nome significa “fonte de flor” e ela é conhecida, justamente, pelas belezas naturais. No entanto, até 1994, acontecia algo impensável para os brasileiros: havia apenas escolas distintas para brancos e negros e um sistema diferente para cada uma delas. O modelo, claro, não segregou apenas raça e costumes: os bons colégios melhoraram muito e os ruins ficaram cada vez piores.

       Após aquele ano, as instituições de ensino foram se diversificando, tanto na composição dos alunos quanto no modelo de ensino, e foi no final dessa transição que a professora Sarietjie Musgrave (lê-se “Sariki”) começou a lecionar. Além dos problemas para adaptar o currículo, a educadora se deparou com tristes realidades que teve de enfrentar. “Lido com muita diversidade no perfil socioeconômico. Todos os dias, o meu desafio é entender: quem ainda está com fome? Qual a família que está afetada pela AIDS?”, conta.


       O cotidiano também é um fator que pesa: Sarietjie o considera demasiadamente cheio. “Começo às 7h30 da manhã e dou aulas direto até às 14h45, com apenas 30 minutos de intervalo. Depois disso, temos de dar esporte e atividades culturais para os alunos. E aí, quando chego em casa, tenho os filhos, a família e as aulas do dia seguinte para preparar.”


       Mas essa rotina não impediu que a professora desenvolvesse projetos extras e melhorasse a vida escolar e a comunidade, com iniciativas sempre atreladas à tecnologia. Em 1997, em uma das escolas em que trabalhava, conta a professora, nem mesmo os professores de computação sabiam ligar o computador. Ensiná-los e também aos alunos seria um trabalho complexo e exigiria muito tempo dispensado. Então, ela criou a seguinte estratégia: deu aulas para os alunos sobre o assunto e cada um deles deveria “adotar” um professor. “Outras escolas também fizeram isso. Os ‘alunos-professores’ entrevistavam os docentes para saber quais competências queriam aprender e eles mesmos desenvolveram o material didático”, explica Sarietjie.


       Envolver os estudantes com a comunidade é um traço forte dos projetos da professora. Um dos trabalhos que ela desenvolveu, por exemplo, fez com que suas estudantes pesquisassem sobre deficiências que afetavam os alunos, buscando atender a demanda de pais que apresentavam muitas dúvidas ao lidar com filhos que tinham algum problema físico ou mental. “Formei um grupo de pesquisa com elas que procuraram quais eram os problemas das pessoas com necessidades especiais na comunidade. Fizemos o mapeamento e espalhamos vários cartazes de orientação sobre o assunto”, salienta.


       Três delas, segundo a professora, arrecadaram fundos para um menino fazer implante coclear (de um dispositivo eletrônico para audição). “E ele voltou para a escola normal. Foi gratificante, pois uma delas tinha a mãe surda e todos sentiram que fizeram a diferença para aquela criança. Deu tão certo que elas até publicaram o trabalho em um jornal de medicina.”


       Outras iniciativas são simples, como ensinar pessoas desempregadas a elaborarem um currículo no computador e a levar tecnologia para os idosos. “Uma turma visitava uma casa de repouso e tinha uma senhora, da Grécia, que queria falar com a família e não conseguia. Eles ajudaram-na a usar o e-mail e ela passou a manter um diálogo constante, mudou a vida daquela mulher. Muitas vezes a inovação não está em algo mirabolante, mas simplesmente em uma solução”, enfatiza.


       Em meio a realidades sociais tão distintas, a educadora resolveu reunir adolescentes de 16 anos para aprenderem a fazer pesquisa com base metodológica junto com profissionais da Universidade da Inglaterra. “Os professores ensinam o método e eles pesquisam as necessidades das crianças na comunidade e passam os dados para que os docentes tenham noção daquela realidade”, explica. Outra medida é realizar um intercâmbio entre escolas de condições diferentes. “Para muitos, é a primeira vez que uma criança negra se senta ao lado de uma branca”. Apesar das diferenças sociais, elas entendem que os anseios e necessidades são os mesmos. “Eles acabam se tornando muito bons amigos”, salienta.


       Para Sarietjie, o bom professor deve estar atento para observar o que acontece com o aluno. Na cidade onde ela vive, por exemplo, muitos adolescentes são os chamados “órfãos da AIDS”, que se desdobram para continuar a escola e cuidar dos irmãos mais novos. “E muitos professores não têm nem noção que isso acontece.”


       Ela cita um exemplo pessoal: um aluno de seis anos dormia durante toda a aula e, embora ela o acordasse, logo o menino cochilava novamente. Então, a professora descobriu que a casa dele havia sido inundada há pouco tempo. “De tanto medo e assustado, ele dormia em uma árvore. Por isso que tão importante quanto lecionar uma matéria e aplicar uma prova, é essencial garantir que o aluno tenha um ambiente saudável. Só assim a aprendizagem é garantida”, frisa.


Você sabia?


       Na África do Sul, segundo a professora Sarietjie Musgrave, as escolas não pertencem ao Estado, mas aos pais. Toda instituição de ensino tem um conselho diretivo que administra as questões da escola. Ele é formado por um número, definido por cada instituição, de professores, pais e alunos, que decide quem será o diretor, os docentes, o idioma adotado para ensino e a religião.


*Matéria publicada na edição de dezembro/2009 nº 123 da revista Profissão Mestre

Editora das revistas Profissão Mestre e Gestão Educacional

Fonte: guiademidia

domingo, 29 de agosto de 2010

O Poder pelo Poder


É impressionante a estrutura de campanha de alguns candidatos no Estado da Paraíba. A impressão que se tem é que existem apenas determinados candidatos. As inúmeras pessoas, carros de som, bandeiras, banners e todos os materiais de campanha nas ruas, será que isso não faz diferencia? E quem não pode nem confeccionar uma bandeira sequer? 

Calcula-se que uma campanha normal para os cargos de Deputado Estadual e Federal, custe em torno de um milhão de reais. Mas, é bom lembrar que nem sempre os gastos daqueles de maior poder aquisitivo chegam apenas a esse valor. Muitos desses gastam milhões e mais milhões em busca do poder. Dependendo da posição social, outros gastam quase nada.

Penso, no entanto, que a justiça eleitoral e sobre tudo a nossa legislação eleitoral precisa e muito dá uma avançada. O que não se pode é achar que apenas aqueles de maior poder sócio-econômico, tem a capacidade de representar o povo, o que nas maiorias das vezes, são verdadeiras decepções para a sociedade.  

É bom que o eleitor fique sempre atento e não venda sua consciência, pois quem compra e quem vende voto, não merece confiança nenhuma. Quem gasta ‘um real’ comprando voto, chegando lá, vai querer resgatá-lo. E isso se dá através dos recursos de uma escola de qualidade, de um hospital, e por aí vai. Afinal, quem investe quer ter um retorno.

Por tanto, na hora de fazer sua escolha, não se baseie apenas pelas estruturas de campanhas que os candidatos apresentam. Se baseie, principalmente pelo conjunto de fatores ou características que deve possui um representante, independentemente da posição sócio-econômica. Fique atento, não permita o Poder pelo Poder, o nosso Estado e o nosso País precisam avançar. Pense nisso!

Marcos Alexandre

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Marina: “Sofro preconceito por ser evangélica”

    Em entrevista ao Congresso em Foco, a candidata do PV reclama de ser discriminada por sua opção religiosa. E diz que os demais partidos e candidatos não despertaram para os principais desafios do século 21: a questão ambiental e a crise do modelo econômico
Fábio Pozzebom/ABr
“Entrei no PT pelo mesmo motivo que saí: para defender e propagar as causas ambientais”

    A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, é mulher. É negra. Foi analfabeta até os 16 anos. Quando criança, vivia no meio da floresta amazônica. Foi empregada doméstica. Em entrevista ao Congresso em Foco, ela garante que nenhuma dessas circunstâncias da sua vida a fizeram ser vítima de preconceito. Agora, na disputa pela sucessão do presidente Lula, Marina diz sentir pela primeira vez discriminação. Por nenhuma das razões descritas acima, mas por sua opção religiosa. Marina se diz discriminada pelo fato de ser evangélica, missionária da Assembleia de Deus.
    Para Marina, isso tem sido usado para tentar imprimir nela a pecha de pessoa excessivamente conservadora do ponto de vista dos costumes. Num grau muito além do que corresponde à verdade. Marina é contra o aborto, mas outros candidatos também se declaram assim. “Quando os outros candidatos se declaram contra o aborto, o assunto morre ali. Comigo, vira sabatina”, reclama. “Você não imagina o mal-estar que isso me traz”. Longe dessa imagem de ultra-conservadora no campo da moral, Marina se diz favorável à união civil de homossexuais e, embora seja pessoalmente contrária à pesquisa com células-tronco embrionárias, lembra que a legislação brasileira possibilita investimentos para todos os tipos de pesquisa. “A minha relação com a pesquisa científica é de apoio e respeito total”.
    Egressa do PT, partido no qual militava até o ano passado, Marina diz, na entrevista, que sua  saída do partido de Lula e do seu governo deve-se ao fato de que ambos, o partido e o governo, não acordaram para os desafios do século 21, que seriam o problema ambiental, com o aquecimento global e outros fenômenos que já começam a ficar visíveis, e a crise do modelo econômico, que já teve seus efeitos nos Estados Unidos e agora afeta países da Europa. “Falta visão antecipatória. O desafio deste século é dar resposta às crises ambiental e econômica”, diz ela. Para ela, nem Dilma Rousseff, do PT, nem José Serra, do PSDB, têm percepção para isso.

“Não vou mexer uma vírgula em meu discurso. Sou a favor da democracia e reconheço a complexidade dessas questões”
(sobre polêmicas como aborto e união de homossexuais)
    “As outras candidaturas defendem que o país precisa de um gerente para administrar nosso futuro com os mesmos conceitos do passado. Achamos que isso não basta, penso que devemos ter uma perspectiva estratégica fundada no conceito da sustentabilidade para levar o país ao lugar que lhe compete no século 21 e garantir bem-estar sustentável às pessoas no futuro”, diz ela.
 
Fonte: Congresso em Foco

quarta-feira, 25 de agosto de 2010

Sebrae: 27% das empresas de SP fecham no 1º ano

      De cada 100 empresas abertas no Estado de São Paulo, 27 fecham as portas ainda no primeiro ano de atividade. Essa é uma das conclusões do estudo sobre a sobrevivência e a mortalidade das empresas paulistas, divulgado hoje pelo Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas de São Paulo (Sebrae-SP). No levantamento, a taxa de mortalidade das empresas no primeiro ano de funcionamento atingiu 27%. Há 12 anos, quando o indicador passou a ser calculado, a taxa era ainda maior, de 35%.

      Os dados divulgados hoje levaram em conta uma mostra de 3 mil empresas abertas entre os anos de 2003 e 2007. Os números sobre a mortalidade no primeiro ano de atividade referem-se às empresas abertas em 2007. Na avaliação dos dois primeiros anos de atividade (empresas abertas em 2006), 37% fecharam as portas. Em três anos (empresas fundadas em 2005), 46% encerraram as atividades.

      De acordo com a pesquisa, no período de quatro anos (negócios abertos em 2004), 50% das empresas do Estado de São Paulo fecharam as portas. Em cinco anos (empresas abertas em 2003), as atividades foram encerradas em 58% das empresas. Segundo o Sebrae, em 2000, quando o indicador dos primeiros cinco anos passou a ser monitorado, a taxa de mortalidade das empresas era ainda pior, de 71%. Para a entidade, apesar das reduções nos índices desde então, as taxas de mortalidade das empresas ainda são altas no Estado.

Dificuldades

      Entre os motivos alegados para as falências, 18% dos empresários citaram a falta de clientes e 10% a falta de capital. Os problemas de planejamento e de administração também foram citados por 10% dos empreendedores. Outros 9% alegaram a perda do único cliente da empresa e 8% destacaram problemas com sócios.

      No primeiro ano de atividade, de acordo com a pesquisa do Sebrae-SP, a principal dificuldade enfrentada foi a falta de clientes, conforme 29% dos empresários. Outros 21% citaram a falta de capital e 11% destacaram a falta de planejamento. A burocracia e os impostos foram lembrados por 7% dos empreendedores.

      Apesar das dificuldades, o estudo revela uma melhora do perfil do gestor ao longo dos anos. Segundo o Sebrae-SP, 83% dos que abriram um negócio formal em 2007 possuem pelo menos o ensino médio completo - em 2000, eram 70%. Além disso, 78% abriram a empresa porque enxergaram uma oportunidade de negócio, e não apenas uma chance de sobrevivência. Em 2000, a porcentagem era de 60%. "Precisamos continuar mobilizados, ampliando esforços de capacitação em gestão empresarial", afirma Ricardo Tortorella, diretor-superintendente do Sebrae-SP. "O que conseguimos até agora foi um avanço, mas ainda está aquém das necessidades do País e dos empreendedores."

De 1990 a 2008

      Dados da Junta Comercial do Estado de São Paulo (Jucesp), citados pelo Sebrae-SP, mostram que entre 1990 e 2008 foram abertas no Estado 2.603.233 empresas. Nestes 18 anos, 1.650.953 empresas foram fechadas antes de completar o quinto ano de atividade.

Fonte: Estadao

terça-feira, 24 de agosto de 2010

Comunidade do Timbó recebe orientação da Emlur sobre lixo

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      O descarte de lixo nas ruas, em terrenos baldios e no leito dos rios traz problemas para a população. Por isso, a Autarquia Especial Municipal de Limpeza Urbana (Emlur) realizou na manhã desta terça-feira (24) uma ação educativa na Comunidade do Timbó, nos Bancários. A atividade dos educadores ambientais e fiscais começou por volta das 9h e foi encerrada às 11h30. 

      Um total de 23 funcionários da autarquia atuou no bairro, numa ação porta a porta, orientando os moradores sobre a forma adequada de se acondicionar o lixo domiciliar. Eles informaram que os detritos gerados dentro de casa devem ser colocados em sacos plásticos e depositados para recolhimento no dia e em horário próximo ao da passagem do caminhão de coleta. 

      A equipe fez a abordagem individual com distribuição de panfletos para prevenir a população sobre os impactos ambientais e orientar o acondicionamento correto, além de informar quais os dias da coleta de lixo na comunidade. Outra dica importante repassada foi a de que não se deve depositar nos sacos de lixo seringas, agulhas, vidros ou qualquer objeto cortante e/ou perfurante, para evitar acidentes com agentes de limpeza.

      Mesmo com a coleta de lixo doméstico feita regularmente (segundas, quartas e sextas) no Timbó, os técnicos da autarquia detectaram um acúmulo de sujeira muito grande na área, o que oferece risco à saúde e causa alagamento em época de inverno. 

      Durante o monitoramento realizado no Timbó, os técnicos observaram que os próprios habitantes têm contribuído para essa situação, quando jogam detritos e entulho em terrenos baldios ou colocam os sacos fora dos coletores estacionários instalados na comunidade. Os coletores recebem o lixo produzido pelos moradores de áreas onde o caminhão compactador não entra. Esses equipamentos são esvaziados duas vezes por semana pela Emlur. 

      "Muitas vezes as donas de casas mandam as crianças depositarem o lixo no coletor, como elas não alcançam jogam fora do equipamento, contribuindo para o acúmulo de sujeira. Nessa ação, nosso foco é orientar para que os moradores só coloquem o lixo na calçada no dia e em horário próximo à passagem do caminhão de coleta", disse o supervisor de fiscalização, Hélio Dias. 

      Com uma população de 4.600 habitantes e aproximadamente 900 domicílios, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), a comunidade do Timbó é considerada área de risco e tem recebido atenção especial por parte da Prefeitura Municipal de João Pessoa (PMJP) no que se refere à coleta de lixo. 

      Nas áreas onde o caminhão coletor não entra, a Emlur disponibilizou um agente comunitário que apanha todos os dias os sacos de lixo das casas e deposita no coletor estacionário, para ser recolhido pelos agentes de limpeza. Já o caminhão de coleta passa pela comunidade as terças, quintas e sábados.

      O movimento da equipe chamou a atenção dos moradores da comunidade do Timbó, como foi o caso da lavadeira de roupa Maria da Penha de Assis, que mora há 10 anos no local com os sete filhos. "Achei a ação muito bacana. Aqui no Timbó a coleta é feita nos dias certo, mas os moradores precisam cooperar para diminuir a sujeira nas ruas", disse Penha.

      Este ano, a Educação Ambiental já atuou em comunidades de 26 bairros, levando orientação sobre lixo aos moradores da Capital. Entre eles estão Alto do Céu, Colibris (José Américo), Riachinho (Treze de Maio) e Paulo Afonso (Jaguaribe). A próxima visita da equipe de Educação Ambiental será em Mangabeira V, por solicitação dos delegados e conselheiros do Orçamento Democrático. Para verificar a eficácia dessa ação educativa, os fiscais da Emlur farão uma nova visita na área dentro de 15 dias.

Fonte: Portal da PMJP

domingo, 22 de agosto de 2010

Brasil terá nova classificação hoteleira em outubro

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      Em outubro, o Brasil vai conhecer seu novo sistema oficial de classificação de meios de hospedagem. O anúncio foi feito pelo diretor de Estruturação, Articulação e Ordenamento Turístico do Ministério do Turismo (MTur), nesta quarta-feira (18), no Rio de Janeiro (RJ), durante o Congresso Nacional de Hotéis (Conotel 2010).

       A nova classificação prevê sete tipos de meios de hospedagem – hotel, pousada, hotel-fazenda, hotel histórico, cama & café, flat e resort. O sistema foi construído após uma análise da experiência de 24 países e de forma participativa, durante oficinas que contaram com a participação de empresários, acadêmicos e sociedade civil.

      “Entre os dias 18 de março e 23 de maio deste ano, o link da classificação hoteleira no Portal do Turismo teve 6,4 mil acessos. Além disso, mais de 300 especialistas participaram das oficinas de construção das matrizes. Isso mostra que o sistema foi elaborado da forma mais democrática possível”, afirmou o diretor.

       A adoção do sistema, segundo Moesch, terá caráter voluntário. No entanto, o registro no cadastro oficial de prestadores de serviços turísticos do MTur (Cadastur) é um requisito obrigatório para a classificação. “A base das matrizes são infraestrutura, serviços e sustentabilidade. Será um instrumento de comunicação com o turista e o mercado”, acrescenta.

       A validade será de três anos, diferente do sistema anterior, de 1990, que previa a renovação anual. O sistema também não prevê pontuação. Os meios de hospedagem classificados serão identificados por estrelas e deverão atender a itens mandatários (obrigatórios) ou eletivos (flexíveis). Para receber a classificação, o equipamento deverá cumprir todos os requisitos obrigatórios e 30% dos eletivos.

PRÓXIMOS PASSOS

       De acordo com o Ricardo Moesch, nos próximos meses serão realizadas ações de disseminação, mobilização e sensibilização, além de cursos de formação de inspetores.

      “A qualidade é uma das preocupações do MTur. Não basta ter infraestrutura e aeroportos, é necessário também oferecer um bom atendimento. Incentivar a qualificação é incentivar a qualidade dos serviços”, afirmou o diretor.

       O projeto de classificação hoteleira é uma parceria do MTur com o Instituto Nacional de Metrologia (Inmetro) e a Sociedade Brasileira de Metrologia (SBM). 

Foto: Expressivaonline  
Texto: ASCOM/MTur
Fonte: Brasilturismo

sábado, 21 de agosto de 2010

Em Guarabira, detenta paga para usar tornozeleira eletrônica


      Para quem não sabe Guarabira, cidade localizada no Brejo paraibano já faz por algum tempo o uso de tornozeleira eletrônica.
  
                             Detenta paga para usar tornozeleira 
      Detenta paga para usar tornozeleira em Guarabira, na Paraíba (Foto: Reprodução/Globo News)
      
     Na cidade, uma detenta que cumpre prisão domiciliar, paga o valor de R$ 380 por mês para ter uma tornozeleira eletrônica. A detenta passou a fazer usar o equipamento há cinco meses, após ter sido condenada a seis anos por tráfico de drogas, e conseguiu o benefício da prisão domiciliar em troca de arcar com os custos do equipamento.

      O juiz titular da Vara de Execuções Penais da Comarca de Guarabira (PB), Bruno Azevedo, explicou ao G1 que a própria defesa solicitou o uso da tornozeleira para que a mulher não fosse encaminhada a um presídio em João Pessoa, pois na cidade não há cadeia feminina. Antes, ela chegou a ficar presa por cerca de sete meses em uma sala especial na delegacia da cidade.

Marcos Alexandre

quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Danos provocados por inundações no Paquistão superam 25% do PIB

Família paquistanesa fica ilhada após inundações atingirem província de Sindh, no sul do país
      O ministro paquistanês das Relações Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, afirmou nesta quinta-feira (19) na ONU que as perdas sofridas pelo Paquistão com as inundações são superiores a US$ 43 bilhões.

      Esse valor equivale a cerca de 25% do Produto Interno Bruto registrado pelo país em 2009, segundo números do Fundo Monetário Internacional.

      Em reunião convocada a seu pedido, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o tamanho da devastação causada pelas águas faz deste desastre "uma grande prova da solidariedade global nos dias atuais".

      "As organizações humanitárias internacionais se mobilizaram ao máximo, mas necessitam de um apoio em massa adicional", advertiu.

      De acordo com o secretário, entre 15 e 20 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas, um número superior ao dos desabrigados pelo tsunami no Oceano Índico em 2004, o terremoto da Caxemira de 2005, o ciclone Nargis em Mianmar em 2008 e o recente terremoto do Haiti, ressaltou.

     Além disso, explicou que oito milhões de desabrigados precisam de alimentos, água e abrigo, enquanto 14 milhões necessitam de atendimento médico, principalmente no caso das crianças e das mulheres grávidas.
 
      A Organização das Nações Unidas pede US$ 460 milhões para ações de emergência no Paquistão. Até agora, metade desse valor já foi arrecadada.

Fonte: Uol

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Quatro recenseadores têm equipamentos roubados em SP

      SÃO PAULO - Quatro recenseadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) tiveram os equipamentos utilizados no Censo 2010 roubados, em três bairros diferentes de Ribeirão Preto, cidade a 319 quilômetros da capital paulista.
      Um dos assaltos aconteceu no bairro Alexandre Balbo. Uma recenseadora de 22 anos foi roubada durante a noite. De acordo com boletim de ocorrência, ela caminhava pela rua Ambrósio Parducci quando foi abordada por um homem sem arma, por volta das 19h10m.
      O suspeito agarrou o computador de mão usado na coleta de dados. A recenseadora tentou segurar o aparelho, mas acabou tendo o braço torcido e sendo empurrada pelo assaltante. O homem fugiu levando apenas o computador. Na esquina da rua, um segundo suspeito em uma moto aguardava o assaltante, que subiu na garupa e fugiu.
      Outro roubo aconteceu no Jardim Aeroporto e outros dois no Jardim Progresso. É a primeira vez que a pesquisa do Censo está totalmente digitalizada.
       O gerente do IBGE Rafael Gutierrez Carvalho afirmou que os suspeitos não conseguirão ter acesso aos dados do Censo. Segundo o gerente, apenas os dados da pesquisa desta terça foram perdidos e por conta disso alguns moradores deverão receber a visita do recenseador novamente.
       Segundo a assessoria de imprensa do IBGE já houve alguns casos isolados de roubo no país. Para este Censo foram disponibilizados 220 mil aparelhos. Ainda segundo a assessoria, ele não pode ser utilizado para outro fim porque foi produzido para a pesquisa populacional e sai bloqueado de fábrica.
       O caso será investigado pelo IBGE e pela Polícia Federal. 

Fonte: Oglobo

terça-feira, 17 de agosto de 2010

DOM ALDO: “Quem compra ou vende votos esta comentendo pecado muito grande”

   Segundo religioso, corruptos desrespeitam dois mandamentos da lei de Deus

      O arcebispo da Paraíba, Dom Aldo Pagotto, disse nesta terça-feira (17) que aqueles que se envolvem com a compra de votos estão cometendo um “pecado muito grande”.

       Em entrevista ao Correio Debate, da Correio Sat, o religioso explicou que quem compra ou vende o voto está desrespeitando o sétimo e o décimo mandamento dos ensinamentos da lei de Deus: “não roubarás e não deseje para si o que é dos outros”, disse.

       Segundo Pagotto, aqueles que compram votos ou já roubou ou vai roubar. Par ele, quem compra a dignidade das pessoas também comente um "pecado". 

Fonte: MAISPB com informações do Correio Debate

Parlamentar alerta sobre o poder econômico na campanha eleitoral

   O vereador Geraldo Amorim (PDT), segundo-vice-presidente da mesa diretora da Casa,  alertou, durante sessão ordinária desta terça-feira (17) na Câmara Municipal de João Pessoa (CMJP), “o poder econômico na atual campanha eleitoral”. Ele disse que existe uma disputa muito desigual e vários candidatos estão enfrentando dificuldades financeiras para montar uma estrutura de campanha competitiva.

       Sem citar nomes e valores de gastos na campanha, Amorim admitiu apenas que há um desânimo e um desestímulo entre alguns candidatos por conta da disputa eleitoral desigual. O vereador pretende acionar o Ministério Público e o Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB) para que tomem providências e investiguem se essas “vultosas somas em dinheiro” estão sendo empregadas legalmente.

        “Para se ter uma idéia, eu só tenho condições de mandar confeccionar mil santinhos, mas tem candidato que mandou fazer dez mil santinhos, sem falar em outros materiais de campanha. Então, o poder econômico tem prevalecido nesse processo. E isso é muito ruim para o sistema eleitoral, porque muitas vezes aquele candidato eleito, por ter poder econômico, não é o melhor nem representa o povo”, comentou.

Texto: Paulo de Pádua
Foto: Olenildo Nascimento
Fonte: CMJP