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quinta-feira, 19 de agosto de 2010

Danos provocados por inundações no Paquistão superam 25% do PIB

Família paquistanesa fica ilhada após inundações atingirem província de Sindh, no sul do país
      O ministro paquistanês das Relações Exteriores, Shah Mehmood Qureshi, afirmou nesta quinta-feira (19) na ONU que as perdas sofridas pelo Paquistão com as inundações são superiores a US$ 43 bilhões.

      Esse valor equivale a cerca de 25% do Produto Interno Bruto registrado pelo país em 2009, segundo números do Fundo Monetário Internacional.

      Em reunião convocada a seu pedido, o secretário-geral da ONU, Ban Ki-moon, disse que o tamanho da devastação causada pelas águas faz deste desastre "uma grande prova da solidariedade global nos dias atuais".

      "As organizações humanitárias internacionais se mobilizaram ao máximo, mas necessitam de um apoio em massa adicional", advertiu.

      De acordo com o secretário, entre 15 e 20 milhões de pessoas foram afetadas pelas chuvas, um número superior ao dos desabrigados pelo tsunami no Oceano Índico em 2004, o terremoto da Caxemira de 2005, o ciclone Nargis em Mianmar em 2008 e o recente terremoto do Haiti, ressaltou.

     Além disso, explicou que oito milhões de desabrigados precisam de alimentos, água e abrigo, enquanto 14 milhões necessitam de atendimento médico, principalmente no caso das crianças e das mulheres grávidas.
 
      A Organização das Nações Unidas pede US$ 460 milhões para ações de emergência no Paquistão. Até agora, metade desse valor já foi arrecadada.

Fonte: Uol

sábado, 7 de agosto de 2010

Fidel Castro retorna a Parlamento cubano após 4 anos

Fidel Castro discursa em Havana. O ex-presidente cubano Fidel Castro voltou a participar de uma sessão do Parlamento da ilha neste sábado pela primeira vez após quatro anos, segundo imagens da televisão estatal.07/08/2010.REUTERS/Enrique De La Osa
Foto: Reuters: Fidel Castro discursa em Havana. 
     
HAVANA (Reuters) - O ex-presidente cubano Fidel Castro voltou a participar de uma sessão do Parlamento da ilha neste sábado pela primeira vez após quatro anos, para discutir sua teoria sobre uma iminente guerra nuclear.

Castro, que completa 84 anos neste mês, foi ovacionado pelos deputados reunidos no Palácio de Convenções de Havana, numa sessão transmitida ao vivo pela televisão estatal.

Vestido com o uniforme verde oliva que usava quando governou Cuba por quase meio século, mas sem as insígnias de comandante-chefe, Castro caminhou a passos lentos até um pódio, de onde falou em pé por cerca de 12 minutos.

 O Parlamento foi convocado esta semana a pedido de Fidel Castro para discutir sua teoria de que o mundo está à beira de uma guerra nuclear se os Estados Unidos atacarem o Irã.

Ao lado de seu irmão, o presidente Raúl Castro, e outros membros do governo, Fidel Castro pediu ao presidente norte-americano, Barack Obama, que evite a destruição "da espécie humana".

O histórico líder cubano saiu em julho de quatro anos de reclusão, participando de pequenos atos públicos. Ele continua sendo deputado e detém a influente chefia do Partido Comunista.

 As imagens deste sábado foram as primeiras ao vivo de Fidel Castro em quatro anos.

Fonte: Yahoo Notícia

sábado, 24 de julho de 2010

Para Evo Morales, Colômbia é 'um país fiel, servo obediente' dos EUA

     Presidente da Bolívia fez afirmação em meio a uma forte clise diplomática. Morales condenou acordo que permite aos EUA usar bases colombianas.

O presidente da Bolívia, Evo Morales, discursa em 19 de julho.      O presidente da Bolívia, Evo Morales, disse neste sábado (24) que a Colômbia parece "um país fiel, servo obediente" dos Estados Unidos, em meio a uma forte crise diplomática que levou ao rompimento de relações entre Caracas e Bogotá.

      "Lamentavelmente, a Colômbia parece ser um país fiel, servo obediente do governo dos Estados Unidos", disse Morales depois que o governo de Álvaro Uribe denunciou, na OEA, que guerrilheiros colombianos se refugiam em território venezuelano, o que o presidente do país vizinho, Hugo Chávez, repudia.

      Morales voltou a condenar o acordo entre Washington e Bogotá, que permite aos Estados Unidos utilizar bases militares colombianas, no âmbito do denominado Plano Colômbia de luta contra o narcotráfico e a guerrilha.

      Com essa política, "o que fazem os Estados Unidos? Encher a Colômbia de bases militares. Agora, da Colômbia, provocam a Venezuela, acusam a Venezuela de estar cuidando dos terrorristas", afirmou, durante concentração pública numa região agrícola de La Paz.

      O chefe de Estado boliviano, aliado do presidente venezulano, Hugo Chávez, considerou, ainda, que o tema das Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia (Farc) e do Exército de Libertação Nacional (ELN) "é um problema da Colômbia".

      "Os colombianos (que) resolvam se têm algum problema com as guerrilhas. Este não é um problema da América Latina", sentenciou.

  Convocação de cúpula
 
      Diante do risco de uma guerra entre a Colômbia e a Venezuela, Morales instou a Unasul a convocar uma cúpula de presidentes para solucionar a situação.

      "Nós, pela Constituição, somos um país pacifista. A Bolívia nunca vai provocar guerra com ninguém, mas se nos provocam, temos o direito de nos defender e também estamos nos preparando para isso", disse.

      Morales afirmou que no caso colombiano, "o narcotráfico, o terrorismo é (sic) um pretexto para os Estados Unidos, que usa (sic) alguns presidentes - não povos -, alguns governos, com o fim de (...) controlar, mas o que querem controlar no fundo? Seus recursos naturais".

      Caracas rompeu relações com Bogotá depois de o governo Uribe denunciar, na quinta-feira passada, perante a OEA, a suposta presença de guerrilheiros colombianos na Venezuela.

Fonte: G1