terça-feira, 23 de março de 2010

Paz em família: Maranhão reconhece “distorções”, mas garante que presidente da Cagepa não será exonerado

O diretor-presidente da Cagepa, Alfredo Nogueira, pode respirar aliviado. O governador José Maranhão (PMDB) declarou nesta terça-feira, em programa de rádio, que não pretende exonerar o presidente da Companhia, apesar das “distorções”.
 
Maranhão reconheceu falhas na Cagepa, mas disse que elas são fruto da ausência de seis anos de investimento adequado na Companhia. “O presidente da Cagepa é um técnico competente. E não cabe na Cagepa um política que vá fazer um trabalho em favor da política partidária nem que seja do meu partido”, declarou Maranhão.
 
Segundo ele, Alfredo, que é pai do genro de Maranhão, é competente e honesto.
 
A paz na família, pois, está garantida. Embora não possamos dizer o mesmo das comunidades que sofrem com a falta de água e com os transtornos das obras não concluídas da Companhia.
 
Luís Tôrres

segunda-feira, 22 de março de 2010

Cássio ministra palestra sobre Pacto Federativo na UEPB, nesta terça

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O ex-governador Cássio Cunha Lima (PSDB) participa, nesta terça-feira (23), do 2º Seminário de Direito Constitucional – “Sob uma ótica multidisciplinar”, que acontece no auditório da Faculdade de Direito da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande. Ele irá ministrar palestra que terá como tema o “Pacto Federativo”, a partir da 20h00.
Na condição de governador, Cássio Cunha Lima foi uma dos grandes defensores da construção de um novo Pacto Federativo para o Brasil. Para ele é necessário, entre outras ações, uma distribuição mais justa dos recursos destinados aos estados e municípios que atualmente são extremamente penalizados pelo que ele considera uma injustiça fiscal praticada pelo governo federal, principalmente na hora de conceder benefícios a setores específicos da economia, classificada por Cássio como “cortesia com o chapéu alheio” ao citar como exemplo recente, a redução de IPI para as empresas automobilísticas, pois, segundo ele, o governo federal mexe apenas na parte do bolo que cabe aos demais entes federados, deixando intactas as suas receitas.
Autonomia da UEPB - Cássio disse que sempre é uma honra participar de atividades na UEPB, “uma das melhores universidades públicas do Brasil”, principalmente na condição de entidade autônoma, fruto da luta de vários anos que teve o seu final em 2004, através da Lei sancionada por ele no dia 06 de agosto. A Paraíba foi o segundo estado do Nordeste e o quinto do Brasil a ter a sua universidade autônoma e hoje conta com diversos campi geograficamente instalados no estado, como em João Pessoa, Patos, Catolé do Rocha e Monteiro, instalados durante a sua gestão de governo, além de Guarabira, Lagoa Seca e Campina Grande, onde está a sua sede.
Assessoria Tucana
A Fonte

Desbloqueio de celular começa a vigorar nesta segunda-feira

BRASÍLIA - A partir desta segunda-feira os usuários de telefonia móvel têm o direito de desbloquear seus aparelhos de celular a qualquer momento. As empresas Vivo, Claro, TIM, Oi, CTBC e Sercomtel não podem cobrar nenhum valor por este serviço. Com isso, o usuário poderá usar no mesmo aparelho chips de empresas diferentes. Mas as empresas continuam podendo vender os aparelhos bloqueados. Os consumidores que quiserem é que poderão desbloquear seus aparelhos. Foi publicada nesta segunda-feira, no Diário Oficial da União, súmula da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel), regulamentando o desbloqueio.
A Anatel alerta que o desbloqueio não significa que o cliente está rompendo o contrato de compra do aparelho com a operadora e nem da prestação do serviço, não cabendo, portanto, cobrança de qualquer valor.
Além do desbloqueio de celulares, a Anatel aprovou na semana passada uma súmula estabelecendo que as empresas de TV a cabo não podem cobrar pela programação do ponto extra - embora não haja impedimento à cobrança de aluguel do decodificador, por exemplo.

O Globo

domingo, 21 de março de 2010

PSDB prepara uma festa de 2 mil pessoas para Serra

Sérgio Lima/Folha

Será em Brasília, no dia 10 de abril, um sábado, a pré-convenção em que o PSDB vai aclamar José Serra como seu candidato à sucessão de Lula.
Alugou-se um auditório no centro da Capital. Dispõe de cadeiras para 1.500 pessoas. Somando-se os que ficam em pé, acomoda uma platéia de 2.000.
Se vingarem os planos do tucanato, a proclamação da candidatura Serra será uma pajelança de casa cheia.
Reunirá, além da nata tucana, liderenças dos aliados já disponíveis: DEM e PPS. Deseja-se, além de ungir o candidato, passar a idéia de unidade.
O governador tucano de Minas, Aécio Neves, que programara sair em férias, adiou o descanso. E confirmou sua presença.
Aécio declara-se um “soldado” a serviço de Serra. Algo que o tucanato, grupo de amigos composto integralmente de inimigos, celebra.
Parte-se do pressuposto de que as relações Serra-Aécio, se mal administradas, podem custar a eleição. O passado desrecomenda o atrito.
O PSDB descera às urnas de 2002 (Serra) e de 2006 (Alckmin) trincado. Nas duas ocasiões, foi surrado por Lula.
Imagina-se que, reincidindo no erro, a principal legenda da oposição flertará, de novo, com o insucesso.
Servindo-se de outra lição extraída do passado, o PSDB decidiu reservar na pajelança pró-Serra um papel de destaque também para Fernando Henrique Cardoso.
Elabora-se, no momento, a lista de políticos com direito a microfone. Diz-se que a prerrogativa será concedida a poucos na “festa” do dia 10.
De antemão, Serra, Aécio e FHC frequentam a relação na condição de oradores naturais e compusórios.
Para fugir ao improviso, a direção do PSDB vai contratar, até a próxima terça (23), uma empresa especializada na organização de eventos.
A conta será espetada no fundo partidário. A legenda escora a decisão numa resolução do TSE.
O tribunal autorizou os partidos a usarem o fundo fornido com verbas públicas para o custeio de despesas de pré-campanha.
Decidiu-se, de resto, transmitir o evento, ao vivo, pela internet. Por que esperar até o dia 10 se José Serra deixará o governo de São Paulo no dia 2?
O PSDB alega-se que o adiamento foi, por assim dizer, imposto pela folhinha. Entre a saída de Serra do governo e a festa haverá a Semana Santa. Daí a postergação.
Depois que levar o nome de Serra à estrada, restará à oposição encontrar um discurso para rechear a carroceria da candidatura.

Escrito por Josias de Souza às 07h20

Jornal britânico diz que Lula deseja comandar a ONU

21/03/2010
Domingos Tadeu/PR
 

O que Lula vai fazer da vida depois que passar a faixa presidencial ao sucessor, em janeiro de 2011?
A julgar por uma notícia veiculada pelo diário britânico “The Times”, Lula estaria tramando converter-se secretário-geral da ONU.
O mandato do atual ocupante da cadeira, Ban Ki-moon, expira no final de 2011. Daí a especulação.
O jornal escora a notícia em declarações de diplomatas cujos nomes são omitidos. Cita, de resto, Nicolas Sarkozy.
Diz que o presidente da França teria lançado o nome de Lula para a ONU numa reunião de cúpula do G20, em setembro.
Ouvido, o ‘chanceler do B’ Marco Aurélio Garcia, assessor internacional de Lula, não admitiu o interesse do chefe. Tampouco refutou a idéia. Ao contrário:
“Ele [Lula] tem um grande interesse em questões internacionais, no processo de integração da América do Sul...”
“...Ele tem uma grande paixão pela África. Ele realmente quer fazer algo para ajudar a África”.
Se o boato virasse fato, Lula teria contra si a má vontade de dois países com peso para vetá-lo.
Grã-Bretanha e EUA torcem o nariz para as últimas desventuras internacionais do presidente brasileiro.
Afora o rebuliço causado pela aproximação de Lula com o Irã, o “The Times” atribui a Hillary Clinton um comentário desairoso sobre Oriente Médio.
A secretária de Estado norte-americana teria considerado as iniciativas de Lula para promover a paz entre judeus e palestinos como coisas “risivelmente ingênuas”.
Seja como for, a notícia que chega de Londres vai tonificar em Brasília o ciclo de meditações sobre qual será o pós-Lula do próprio Lula.


Escrito por Josias de Souza às 07h55
 

Pré-sal terá cota nacional de mão de obra

21/03/2010 - 08h55
SAMANTHA LIMA
da Folha de S.Paulo, em São Vicente


Não bastassem a distância, a profundidade e as demandas tecnológicas, a Petrobras se impôs também novo desafio no pré-sal: conteúdo humano nacional. Estipulou o percentual de 80% como patamar mínimo de brasileiros nas plataformas que vai afretar para produzir petróleo na nova fronteira.
A julgar pela primeira operação na bacia de Santos, a meta não é simples. Dez meses depois de iniciada a produção em Tupi, a plataforma Cidade de São Vicente, a única que extrai petróleo no pré-sal da região, não chegou a esse patamar.
Na plataforma, navio afretado da norueguesa BW Offshore, dos cerca de 70 trabalhadores, cerca de 30% são estrangeiros, entre russos, noruegueses e indianos. O comandante é o ucraniano Seryi Gurin, 43. Procurada, a BW não comentou. A Petrobras diz que "o percentual de brasileiros é crescente em Tupi" e que "dá preferência a brasileiros nas demais plataformas". Não informou qual é o patamar das demais áreas. A empresa ainda avalia quantas plataformas afretará.
 
Vida no mar
O trabalho em plataforma requer disponibilidade. O regime é de duas semanas de trabalho e duas de folga, para terceirizados. Os profissionais da Petrobras (na Cidade São Vicente, um é da estatal) folgam três.
Uma das 10 mulheres a bordo, a enfermeira Gláucia Ferraz, 37, trabalha desde 2001 embarcada. Separada, deixa o filho de sete anos na casa dos pais quando está a trabalho.
Por causa da escala, teve de adiar a festa do aniversário do filho. "Ele ficou confuso, achou que faria mais um ano." Ela chora quando fala dele. "Sinto muita falta. Mas o salário é bom, e a gente se conforma."
Pesquisas em sites de emprego mostram que as empresas pagam R$ 5.000 por mês, mais bônus e comissões anuais entre R$ 5.000 e R$ 13 mil. As cifras variam para cada cargo.
Na plataforma, há engenheiros, geólogos e técnicos que operam equipamentos e avaliam a produção. Também há pessoal de apoio, para limpeza e arrumação, cozinheiros e nutricionistas. Gláucia é a profissional que acompanha a saúde dos embarcados.
Para chegar à bacia de Santos, a 290 quilômetros da costa, a viagem de helicóptero leva 80 minutos sobre o mar. São duas a três viagens por dia até lá (na de Campos, são 80 para as diversas plataformas). A jornada é de 12 horas. No tempo livre, é possível usar a academia ou assistir a filmes na sala de vídeo, onde há livros (muitos deixados por colegas estrangeiros) e, eventualmente, revistas e jornais. Nos escritórios, computadores com acesso à internet e telefones.
A presença dos estrangeiros faz do inglês o segundo idioma nas unidades. O ucraniano Gurin diz que os sotaques regionais no inglês dos brasileiros o confundem. "Às vezes, parece que falam outra língua."
A maior parte dos estrangeiros prefere voltar a seus países ao fim do plantão. A cada duas semanas, Gurin voa 15 horas para reencontrar mulher e dois filhos em Lutsk, na Ucrânia. O churrasco de domingo ocorre no refeitório, porque não há espaço no convés da plataforma, menor do que as da bacia de Campos. Nos quartos, entre dois e quatro trabalhadores, que dormem em beliches.
O convés é o ambiente mais duro. Por segurança, para circular ali, exige-se incômodo figurino: macacão fechado, botas, luvas, capacete, óculos e proteção de ouvido. Com sol no pico e o "flare" (chama da queima do gás), a sensação térmica supera 50 graus Celsius. O barulho atordoa. Já a área interna é refrigerada. Não fosse o balanço constante do navio, a sensação seria a de estar em escritório com uma uniforme vista para o mar.
Apesar de convidativo, o mar não é liberado ao mergulho, por razões de segurança. 

Folha Online

Como cidades da América Latina e Caribe enfrentam problemas semelhantes aos do Rio


Carla Rocha, Cláudio Motta e Fábio Vasconcellos

Apesar da nova linha do 
metrô, a expansão da rede segue em ritmo lento. Foto: Márcia 
Foletto/20-12-2009
RIO - A América Latina e o Caribe têm 576 milhões de habitantes e uma área de 20 milhões de quilômetros quadrados. O gigantismo, por si só, já justificaria um olhar mais atento. Mas, ao tamanho, juntam-se outros elementos que aumentam a importância de um estudo mais aprofundado sobre a região, como uma população que não para de crescer em grandes metrópoles, com problemas tão complexos quanto qualquer outra no mundo, e economias emergentes que ainda lutam contra indicadores sociais longe, às vezes muito longe, do ideal.
A série "Caminhos da América" começa hoje - em parceira com os jornais que integram o Grupo de Diários América (GDA) -, fazendo uma radiografia dos transportes públicos nessas grandes cidades. Nos próximos dias, serão abordados outras questões comuns às nossas, nas áreas de habitação, meio ambiente e segurança. As reflexões do trabalho têm sempre o mesmo ponto de partida: a cidade do Rio.
Leia mais:
A atuação do Grupo de Diários América (GDA)

O Globo

Lula deixará para seu sucessor uma conta alta por causa de atrasos no PAC

BRASÍLIA - O governo atual deixará para o próximo uma conta estimada em R$ 35,2 bilhões, referente a obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) contratadas entre 2007 e 2010 e que não serão executadas nem pagas na atual gestão. Usado pelo governo Lula para turbinar a candidatura da ministra Dilma Rousseff (PT), o PAC tem problemas de gestão que se refletem na execução das obras, como mostra a reportagem de Regina Alvarez na edição do O GLOBO deste domingo. Como não consegue cumprir prazos de execução, o governo acumula uma conta bilionária que o sucessor de Lula terá de assumir. Os chamados "restos a pagar" do PAC já somavam R$ 25 bilhões na primeira semana de março, mas devem crescer ainda mais até o fim do mandato.
Focado no PAC-2 - um pacote de obras para o período 2011-2105 que será anunciado dia 29, às vésperas da saída da ministra do governo e do início, de fato, de sua pré-campanha à Presidência - o governo tem procurado minimizar os atrasos na execução do PAC-1. O balanço de três anos divulgado em fevereiro está cheio de malabarismos e maquiagens que escondem o que a execução do Orçamento da União mostra com clareza.
Em 2010, o PAC tem disponíveis no Orçamento R$ 30,3 bilhões, valor que deve subir para R$ 33,5 bilhões com créditos extraordinários, mas a execução até a primeira semana de março era de 5,5%. Apenas R$ 1,66 bilhão tinha sido executado, incluindo despesas do ano e restos a pagar de anos anteriores. A dificuldade para a execução do Orçamento é maior em anos eleitorais, por conta das restrições que a lei impõe entre julho e outubro para a assinatura de novos convênios.

Atrasos no Arco Rodoviário do Rio
A conta para o próximo governo foi calculada pelo GLOBO a partir de dois dados: o estoque atual de restos a pagar (R$ 25 bilhões) e uma previsão de execução de empenhos em 2010 equivalente à média de 2008 e 2009. De 2007 a 2009, o governo empenhou (contratou) despesas de R$ 60,3 bilhões e executou R$ 33,2 bi (55,2%), incluídos restos a pagar. Nos últimos dois anos, o ritmo de execução foi acelerado, ficando, na média, em 65% dos valores contratados. Se conseguir manter em 2010 a execução de 65% do valor empenhado, já incluindo os restos - mesmo com restrições do ano eleitoral - o governo chegará ao fim do ano com despesas executadas no valor de R$ 18,7 bilhões, restando um estoque de despesas contratadas e não pagas de R$ 35,2 bilhões.

O Globo

sexta-feira, 19 de março de 2010

Tiroteio quase atingiu integrantes do projeto ‘Comunidade Preventiva’ dos Bancários

 No momento dos disparos, estava ocorrendo aulas de capoeira para crianças e um louvor e adoração a Deus conduzido pelo Encontro de Casais com Cristo


Os integrantes e organizadores do projeto “Comunidade Preventiva”, do bairro dos Bancários, quase foram atingidos na noite desta quinta-feira 18 por tiros de arma de fogo, disparados em direção ao Centro de Treinamento São José Operário. numa tentativa de acerto de contas entre um marginal e um morador da localidade.
No momento dos disparos, estava ocorrendo aulas de capoeira para crianças e um louvor e adoração a Deus conduzido pelo Encontro de Casais com Cristo para Paróquia Menino Jesus de Praga, com forte presença das famílias, que ficaram extremamente abaladas.
O Conselho de Segurança Comunitário antes de iniciar as ações do projeto “Comunidade Preventiva”, esteve reunido com o secretario estadual de Segurança, Gustavo Gominho, que prometeu a instalação de uma base de policia no local durante todo o evento, solicitando inclusive ao CONSEG a disponibilidade de local para tal fim, o que de imediato foi disponibilizado.
Ocorre que passados mais de 20 dias da audiência, nenhuma providencia foi tomada neste sentido, estando o projeto entregue a própria sorte e sem poder oferecer nenhuma garantia de integridade física aos diversos palestrantes, bandas marciais, instrutores, autoridades e demais participantes do projeto.
O presidente do Conseg, João Eduardo Moraes, informou que irá solicitar nova audiência ao secretario para cobrar providências, bem como responsabilizamos a Secretaria de Segurança Pública por quaisquer acontecimento que cause danos a integridade física dos participantes do projeto “Comunidade Preventiva” e da população ordeira daquela comunidade.

Da Redação com assessoria
WSCOM Online

quinta-feira, 18 de março de 2010

Chuva de granizo surpreende município do Carirí

Granizo
(Foto: reprodução)
Uma chuva de granizo foi registrada na tarde desta quinta-feira (17), no município de São Domingos do Carirí.
De acordo com informações oficiais, a chuva, que durou quase uma hora começou por volta das 16h, já o granizo caiu por cerca de 15 minutos. Fortes rajadas de vento também foram registradas pouco antes do início da queda de granizo.
Esta é a segunda vez que a cidade é atingida por este tipo de fenômeno da natureza. Em dezembro do ano passado uma chuva de granizo deixou várias casas danificadas e muitas árvores arrancadas. Na ocasião, o fenômeno foi caracterizado pelos meteorologistas da Agência Executiva de Gestão de Águas do Estado da Paraíba (AESA) como raro, isolado e de rápida duração.
Ná época, a meteorologista Carmem Becker afirmou que o caso havia ocorrido devido à instabilidade atmosférica registrada no município de São Domingos do Cariri.
Se as previsões meteorológicas da Agência Executiva de Gestão das Águas do Estado da Paraíba (Aesa) se cumprirem, nas próximas 48 horas pode ocorrer o retorno das chuvas em todo o Estado, mas ainda serão irregulares e abaixo da média histórica.


Do Portal Correio com Giovannia Brito do Jornal CORREIO

Ciúme de Jatobá matou Isabella, diz Ana Carolina Oliveira a 5 dias do julgamento

Mãe de menina morta diz ao G1 que acredita na condenação de casal.
Júri dos Nardoni começa na segunda-feira (22) em SP.

Faltando cinco dias para o julgamento do casal Nardoni, acusado de assassinar Isabella em 2008, a mãe da menina, Ana Carolina Oliveira, afirma que foi o ciúme da madrasta de sua filha, Anna Carolina Jatobá, que matou a criança.

Além de Jatobá, o pai de Isabella, Alexandre Nardoni, também está preso acusado pelo crime. Os dois irão a júri popular na próxima segunda-feira (22) no Fórum de Santana, na Zona Norte de São Paulo. Nesse dia, Ana Carolina Oliveira estará presente na condição de testemunha. Questionada por e-mail pelo G1, ela respondeu que também acredita na condenação do casal e que dará seu depoimento na frente de Alexandre e Jatobá. Ela não quis comentar se perdoaria quem assassinou sua filha. Leia mais abaixo as perguntas feitas pela reportagem e as respostas de Oliveira.

“Eu sei tudo sobre a minha filha e a criança meiga, alegre e carinhosa que ela era. Convivi bastante tempo também com o Alexandre e sua família, conheço seu comportamento; sofri com os ciúmes da Anna Jatobá e posso dizer que, infelizmente, foi esse ciúme que levou a minha filha...”, respondeu Ana Carolina Oliveira por e-mail ao ser indagada sobre a importância de seu depoimento para elucidar o crime.

Um dos depoimentos da mãe de Isabella dados ao juiz Maurício Fossen, ainda na fase de instrução, em 2009, já mostrava a preocupação de Ana Carolina Oliveira com os ciúmes de Jatobá. De acordo com seu relato, a madrasta tinha ciúmes de Alexandre por causa do relacionamento que ele teve com Ana Carolina Oliveira. No entender da mãe de Isabella, sua filha pagou por isso com a vida. Foi a avó de Isabella, Rosa Oliveira, quem afirmou à Justiça no ano passado que Jatobá tinha raiva da menina.

Em seu depoimento, Rosa chegou a classificar o ciúme de Jatobá como doentio. Para evitar que Alexandre conversasse por telefone com Ana Carolina Oliveira sobre questões relacionadas a Isabella, Jatobá passou a cuidar desses assuntos. Há relatos de que Jatobá falava com Oliveira, por exemplo, sobre quando pegar Isabella na escola. A pensão para a menina era discutida com o avó paterno, Antonio Nardoni.

De acordo com o Ministério Público, Jatobá esganou Isabella e Alexandre a jogou pela janela do sexto andar do apartamento onde o casal morava, em Santana, na Zona Norte da capital. O crime ocorreu em 29 de março de 2008. A Promotoria diz que houve uma discussão antes da morte da criança. O casal Nardoni alega inocência: sustenta que um ladrão matou a menina. Essa terceira pessoa nunca foi encontrada pela polícia.

Procurado pelo G1 para comentar as declarações de Ana Carolina Oliveira e qual sua expectativa sobre o julgamento de seu filho e da sua nora, Antonio Nardoni preferiu não responder nada. "Não vou falar disso."
 
Fonte: G1